No mesmo dia em que o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern) foi a Brasília entregar um requerimento administrativo de intervenção federal na saúde pública estadual, Alzira de Oliveira Jorge, titular da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde (MS), veio à Natal para discutir, apoiar e fiscalizar as ações do Governo do Estado no plano de Ação da Rede de Atenção às urgências do RN e municípios. "Não está no horizonte do Ministério da Saúde nenhuma intervenção federal aqui no RN. No Sistema Único de Saúde a gestão é descentralizada e sabemos que o município e o estado estão envolvidos para solucionar os problemas detectados. Viemos apoiar e cobrar os compromissos assumidos após a deliberação dos recursos federais", afirmou Alzira.
Ao
todo, 38 pacientes que estavam internados nos corredores do Hospital
Walfredo Gurgel foram transferidos para hospitais do interior, onde
aguardarão cirurgias ortopédicas
Segundo a secretária, a vinda de um representante do Ministério da Saúde semanalmente ao estado tem dois objetivos importantes: apoiar as ações do governo estadual e cobrar as medidas da portaria nº1.499, de 12 de julho de 2012, que disponibilizou R$ 86,2 milhões em recursos federais para o cumprimento de metas que solucionem o problema da saúde no estado. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União após a decretação do estado de calamidade pública da saúde no RN, que ocorreu no dia 5 de julho.
"Qualquer entidade que desejar fazer uma solicitação ou requerimento a um órgão executor tem o direito de fazê-lo. Recebemos esse documento hoje e vamos receber na próxima semana os representantes do Conselho Federal de Medicina para deliberar sobre essa questão", garantiu. A representante do Ministério da Saúde adiantou que "o pedido de intervenção federal é sem sentido e sem propósito nesse momento", visto que só ocorre em caso extremo, na medida em que há ausência de interesse por parte dos gestores em solucionar determinada questão.
Alzira destacou que o Ministério da Saúde reconhece e já identificou a diversidade de problemas no Rio Grande do Norte, mas que o plano emergencial está em ação. "Uma serie de ações já aconteceram e estamos cooperando para que seja possível reunir um maior volume de recursos para a ampliação de leitos, contratação de pessoas e a criação de novos serviços", considerou.
Outro ponto ressaltado pela titular da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde foi o plano federal SOS Emergência, que deve começar a ser aplicado no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel no próximo dia 9 de outubro. Segundo ela, uma equipe de coordenação do plano permanecerá por 20 horas na instituição apoiando a direção do hospital e à Secretaria Estadual de Saúde Pública na melhor gestão dos leitos, implantação de regulação e reforçar o apoio que governo e município precisam empenhar para que o hospital funcione de forma efetiva e atenda ao volume de pacientes.
"No plano tem várias ações pensadas, que vão desde o aporte diferenciado na porta de entrada dos hospitais, até à melhoria de acessos, criação de leitos de retaguarda e a abertura de leitos em outros hospitais do estado para desafogar o Walfredo Gurgel", esclareceu Alzira. De acordo com ela, o plano não pretende se restringir ao Walfredo. Outros hospitais do estado devem receber as ações no futuro.
Após o encerramento da reunião que ocorreu durante toda esta quarta-feira na sede da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), a representante do Ministério da Saúde seguiu com o secretário estadual de Saúde, Isaú Gerino, para uma reunião no Hospital Universitário Onofre Lopes para tentar resolver o impasse existente para a liberação dos 60 leitos, que irão cooperar para o desafogamento do Hospital Walfredo Gurgel.
Estiveram presentes na reunião representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, Elke Cunha; do Ministério Público Estadual, a promotora de justiça Iara Pinheiro e a secretária municipal de saúde de Natal, Joilca Bezerra.
Fonte:Tribuna do Norte
Nenhum comentário:
Postar um comentário